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Publicada em: 03/03/2011 07:44 - Atualizada em: 03/03/2011 16:03
Assassino do primeiro homicídio do ano conversa com o Jornal de Lavras e conta sua versão
Polícia Civil solucionou, em 48 horas, o mistério do crime da linha férrea: foi um adolescente de 16 anos que matou Davi Emerson, e ele falou com exclusividade para o Jornal de Lavras.

     

O criminalista João Batista da Silva conversando com seu cliente, o menor assassino do primeiro homicídio do ano. Foto: Jornal de Lavras

 

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Na manhã de sábado, dia 26, um corpo foi encontrado sobre a linha férrea próximo à estação Costa Pinto e tinha cinco perfurações pelo corpo, uma na cabeça e quatro espalhados no tórax e abdômen. O homem foi identificado algumas horas depois como sendo Davi Emerson Querino, de 27 anos e natural de Três Corações. Neste mesmo dia, uma equipe de agentes da Polícia Civil deu início às investigações para se chegar ao criminoso.

Os agentes da PC investigaram e tiveram a informação que Davi, na sexta-feira, estava acompanhado de um menor de 16 anos, morador da Vila Martins. Os agentes foram até a casa do rapaz e não o encontraram.

Na segunda-feira, ele se apresentou acompanhado de seu advogado, o conhecido e conceituado criminalista João Batista da Silva. Na tarde de quarta-feira, dia 2, o menor falou com a reportagem do Jornal de Lavras e contou sua versão do crime.

A entrevista foi no escritório de seu advogado e foi acompanhada pelo criminalista e pela mãe do menor. Segundo o adolescente, ele conhecia Davi e os dois faziam uso de crack. Davi tinha uma extensa ficha corrida na polícia, já o menor garantiu que ele nunca teve nenhuma passagem pela polícia.

O menor contou que ele e Davi Emerson fumaram crack na sexta-feira e na madrugada de sábado; quando as pedras acabaram, eles foram buscar mais e fumaram ainda na linha férrea. Segundo o adolescente, Davi disse a ele: "vamos fazer uma fita", que na linguagem marginal significa assaltar. O adolescente se recusou, disse que não assaltaria ninguém.

Segundo ele, neste momento Davi se irritou e disse que o mataria se ele não fosse e exibiu a arma carregada. Ainda com a arma nas mãos de Davi, os dois pararam na linha para fumar as últimas pedras, momento em que Davi se descuidou e deixou a arma sobre o trilho da linha.

O adolescente contou à reportagem que, imediatamente, pegou a arma e disparou em Davi. Depois dos tiros ele correu cerca de 300 metros e escondeu o revólver entre as pedras da linha e foi embora para casa.

Ele disse que não conseguiu dormir naquela noite e, quando amanheceu o dia, contou para sua mãe o que tinha acontecido. Ela então falou que, na segunda-feira, ajustaria um bom advogado para que ele se apresentasse. Nesse mesmo dia os agentes da Polícia Civil foram até sua casa, mas ele não estava lá.

O rapaz contou, também, que matou Davi porque tinha medo dele, já que eles haviam se desentendido dois dias antes, quando Davi furtou uma bicicleta e o adolescente não concordou com o furto e resolveu entregar o objeto a vítima.

Na segunda-feira, ele se apresentou à Polícia com o criminalista João Batista da Silva. Ele, acompanhado de seu advogado e dos agentes da Polícia Civil, percorreu todo o trajeto que fez depois que atirou em Davi, contou tudo a polícia e mostrou o local onde a arma estava escondida.

O menor contou, também, que os tiros foram disparados por volta de 3h da madrugada de sábado, o que confirma a declaração do perito Tales Giuliano Vieira, da 30ª Delegacia Regional de Segurança Pública (Depol), que havia dito à reportagem no dia em que o corpo foi encontrado, que o assassinato teria ocorrido de madrugada.

O perito Tales disse, na manhã de sábado, que apesar da rigidez cadavérica, ainda escorria sangue pelas perfurações, o que comprovava que o homicídio havia ocorrido algumas horas antes.

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