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Publicada em: 06/08/2017 10:37 - Atualizada em: 06/08/2017 18:38
PC concluiu que mulher assassinada em Santo Antônio do Amparo foi vítima de estupro coletivo
Rosali e o marido estavam em uma festa no Parque de Exposições e, no caminho de volta para casa, ela foi brutalmente assassinada

Os quatro criminosos são acusados de estupro coletivo e assassinato de Rosali das Graças Santos. Foto: Polícia Civil 

 

 

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O crime ocorrido em Santo Antônio do Amparo na madrugada do dia 29 de julho, cuja vítima foi Rosali das Graças Santos, de 31 anos (foto), resultou na prisão de quatro homens. O crime ocorreu quando a mulher seguia para sua casa, depois de sair de um show no parque de exposição da cidade. Ela estava no evento com seu marido, e decidiu ir embora mais cedo que ele. No caminho, ela foi cercada pelos bandidos, que a levaram a um matagal, onde a violentaram sexualmente e mataram com requintes de crueldade.

Esta semana o delegado Leandro de Prada Macedo Costa apurou que Rosali foi vítima de um estupro coletivo. De acordo com o delegado Leandro de Prada, no dia do crime foram presos em flagrante Romário Rufino Mariano, de 23 anos, e Leonardo Fernandes da Silva, de 32. Romário confessou que a abordou para roubar, mas que a estuprou e a matou. Ele também informou os nomes dos comparsas. E foi então pedida à Justiça a expedição de mandado de prisão de Arenildo Serafim dos Reis, de 43, o "Beguinha", e Gilmar Roberto Campos, de 31, conhecido por "Tiziu.

"Ficou revelado que os quatro estavam presentes no local, um deles confessou o estupro e confessou que todos os outros três praticaram o estupro coletivo: enquanto um praticava o ato sexual, o outro segurava a vítima, ou a cabeça, pra praticar esses atos sexuais", disse o delegado Leandro de Prada.

Ainda de acordo com o delegado, apesar de nos primeiros depoimentos os investigados apresentarem versões evasivas sobre o caso, na sexta-feira, dia 4, tiveram novos interrogatórios e, na acareação, ficou evidente a presença dos quatro na cena do crime. "Algumas contradições foram esclarecidas. Um ou outro nega o estupro e nenhum confessou os atos homicidas. A versão dos quatro indica que eles estiveram no local, se não praticando, presenciado os fatos", afirmou Prada.

Segundo apurou as investigações, Rosali caminhava por uma rua do bairro quando foi surpreendida pelos suspeitos. Eles a derrubaram e a arrastaram para um matagal. Ali, a vítima foi estuprada e depois assassinada. Segundo o delegado, o crime foi com requintes de crueldade.

"É possível que outros objetos tenham sido penetrados nela, infelizmente, é uma coisa brutal, a gente está diante de uma situação que não foi só um estupro seguido de homicídio, mas um ato de tortura, um ato medieval", disse o delegado.

Para se ter uma ideia do estado em que a vítima ficou, um irmão de Rosali não conseguiu reconhecer o corpo. A identificação inicial só aconteceu porque a chave que estava no bolso da calça da vítima abriu a porta da casa dela.

O crime chocou os moradores de Santo Antônio do Amparo e de toda região. Um grupo foi criado no WhatsApp pedindo mais segurança na cidade. Se condenados, os quatro suspeitos podem pegar mais de 40 anos de prisão.

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