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Publicada em: 03/11/2016 12:26 - Atualizada em: 03/11/2016 16:08
"Muroteca", um projeto de cidadania criado por moradora de um bairro de Lavras
A cidadania pela leitura, assim pensou uma moradora do bairro Alto dos Ipês para criar sua "Muroteca"

Valéria abastece as réguas com livros na medida em que são retirados: os livros são retirados, lidos e devolvidos pela comunidade. Foto: Jornal de Lavras

 

 

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Não existe nada que substitua a leitura na formação intelectual das pessoas e na própria consolidação da consciência de sua cidadania. Pensando assim, que a arte-educadora Valéria Cristina da Silva criou uma biblioteca para os moradores do bairro Alto dos Ipês, porém, existe algo que a difere das bibliotecas convencionais: ela não tem espaço físico para dispor os livros para as pessoas interessadas, foi então que criou algo inusitado, uma "Muroteca".

Os livros ficam dispostos em réguas afixadas no muro de sua casa, são obras variadas, partindo do princípio de que todo tipo de leitura é benéfica para a formação intelectual das pessoas, sobretudo dos mais jovens. São obras que vão do clássico ao vanguardismo, passando por livros biográficos de vultos históricos, ficção, poesias e outros.

Valéria veio de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), para Lavras há 3 anos, ela trabalhou com projetos culturais na escola municipal José Luiz de Mesquita, onde as crianças do bairro Alto dos Ipês estudam. Ela percebeu que a cidade é deficiente em políticas públicas e resolveu fazer alguma coisa para a comunidade em que trabalha e vive, foi então que ela se inspirou em um trabalho de um amigo em Belo Horizonte, que montou uma biblioteca na favela São Lucas. O amigo, que como ela, não dispunha de espaço físico para dispor os livros, criou uma "Becolhoteca": aproveitou um beco existente e usou para dispor os livros para a comunidade.

Valéria contou que o trabalho do amigo, Robert Cecílio, chamou sua atenção, foi então que ela entrou em contato com ele e falou de sua ideia de criar um espaço com livros para os moradores do bairro onde mora. Ela disse que Robert foi muito generoso, que além de autorizá-la a usar sua ideia, cedeu algumas réguas para dispor os livros em sua "Muroteca".

Valéria contou que seu objetivo é formar uma rede de fomento de leitura no bairro. Ela disse também que se surpreendeu com a receptividade dos moradores do bairro e que pensa em fazer mais para a comunidade, disse que essas ações têm de partir de iniciativas, e que pensa em fundar um grupo de Maracatu e que já tem até nome: "Marivaldas".

Para ela, o poder público teria que melhorar o acesso da população aos bens culturais para quebrar preconceitos. Quanto mais abrangente for o universo literário de uma pessoa, mais eficaz será a sua percepção de mundo, o discernimento intelectual e sua integração na sociedade.

Quem quiser doar livros para a "Muroteca" da arte-educadora Valéria Cristina da Silva poderá entrar em contato com ela através do WhatsApp: (35) 9 8836-1441.

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