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Publicada em: 16/08/2016 19:11 - Atualizada em: 19/08/2016 09:43
Pesquisa da Ufla e Vale ganha destaque no Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia
O estudo propõe uma solução inovadora a partir da reciclagem de um rejeito da indústria de fertilizantes

Ufla (Foto extraída da página do Facebook da instituição)

 

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O projeto de pesquisa desenvolvido na Universidade Federal de Lavras (Ufla) em parceria com o Instituto Tecnológico Vale, com o apoio da Vale, intitulado "Desenvolvimento de um Produto para Uso agrícola, a partir da Reciclagem de um Rejeito da Indústria de Fosfatos" foi agraciado com a menção honrosa na categoria Pesquisador Sênior do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia – edição 2015.

O Prêmio é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do  Brasil (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conta com o apoio institucional da Organização das Nações  Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), com patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nesta edição, bateu recorde de participação com 399 trabalhos inscritos.

A menção honrosa foi atribuída ao pesquisador José Oswaldo Siqueira, atualmente diretor científico do Instituto Tecnológico Vale, professor emérito da Ufla/Departamento de Ciência do Solo – DCS, na categoria Pesquisador Sênior. Oficialmente, o prêmio é estendido à toda a equipe de pesquisa, composta pelos pesquisadores Sérgio Leite Rodrigues (Vale Fertilizantes), Luiz Roberto Guimarães Guilherme e Lucas Alberth Ribeiro do Valle (DCS/Ufla), Silvio Junio Ramos (Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável), Enio de Tarso de Souza Costa e Hamilton Seron Pereira (Universidade Federal de Uberlândia – UFU).

O projeto trata de um dos desafios ambientais das indústrias de fertilizantes, que é a destinação do ácido flurossilícico (H2SiF6) que é gerado nas acidulações das rochas fosfatadas. Parte deste ácido é reaproveitado no tratamento de água, mas ainda há uma grande quantidade que é depositada em lagoas de tratamento, onde é neutralizado com calcário. O problema é a quantidade crescente de ácido gerado nas indústrias de fosfato onde as lagoas de tratamento ocupam enorme área dos complexos industriais.  Além disso, o tratamento do H2SiF6 apresenta custo elevado, por conta do consumo de calcário, energia elétrica, movimentação de máquinas e manutenção dos pátios e lagoas.

Para solucionar esta questão, o projeto agraciado com o prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia propõe a neutralização do ácido fluorossilícico com óxido de cálcio, a fim de se obter um produto denominado AgroSiCa, que possui grande potencial de uso agrícola. Com isso, os pesquisadores pretendem diminuir a quantidade de H2SiF6 que chega nas lagoas de decantação, dando um destino sustentável e inovador para este ácido.

Nos experimentos em casa de vegetação com o AgroSiCa, os pesquisadores relatam  reflexos positivos para o solo e para o crescimento do milho e soja com aplicação do produto. Isso se deve ao incremento nos teores de cálcio, silício e de fósforo disponível para as plantas, além da redução dos teores tóxicos de alumínio do solo. Em outro teste preliminar, o uso do AgroSiCa promoveu ganho de produtividade da cana-de-açúcar em mais de 27 t ha?'1 e incremento de receita na lavoura de R$1.375,00 por hectare. Esses estudos estão sendo validados em outras culturas.

A produção comercial do AgroSiCa já se encontra em avaliação pela área de Negócio da Vale Fertilizantes, pois há interesse do setor sucroalcooleiro na aquisição e uso desse insumo nos canaviais. Os resultados obtidos com o projeto até o momento são promissores, pois, os estudos de valoração realizado pela Vale evidenciou a possiblidade de redução de custo no tratamento do ácido, assim como a viabilidade de comercialização do AgroSiCa e geração de receita, promovendo assim a sustentabilidade da indústria de fosfato com o reaproveitamento de um dos seus subprodutos.

Os autores receberão placa de menção honrosa e ainda terão o trabalho publicado em livro.

Fonte: Ascom/Ufla

 
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