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Publicada em: 24/07/2016 15:13 - Atualizada em: 24/07/2016 22:46
Há 107 anos era inaugurada a luz elétrica em Lavras
O dia em que os lavrenses foram dormir mais tarde para conhecer a luz elétrica

Jardim Municipal de Lavras, hoje praça Augusto Silva. Fotografia tirada da igreja Matriz de Sant'Anna, hoje igreja do Rosário, em 1906, quando foi inaugurada, antes da chegada da luz elétrica (Foto de domínio público)

 

 

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É inimaginável pensar viver, nos dias de hoje, sem internet, telefone, televisão e outros meios de comunicação e conforto, imaginem então viver sem energia elétrica, como seria a nossa vida? Pois bem, hoje, domingo, dia 24 de julho, está fazendo 107 anos que os lavrenses viram, muitos pela primeira vez, uma lâmpada se acendendo e olha que era de apenas 5 velas, clareava pouco mais que uma lamparina.

Antes a iluminação da cidade era feita a base de lampiões, candeias, lamparinas e outros artefatos, já a iluminação pública só chegou às ruas da cidade no dia 9 de março de 1890, quando acenderam pela primeira vez alguns lampiões em Lavras. A novidade foi na rua Sant'Anna, com iluminação feita a querosene e fornecida por 94 combustores com lâmpadas belgas; o arrematante da iluminação pública foi José Ângelo Coelho.

A ideia de iluminar Lavras era antiga, no arquivo da Câmara Municipal tem uma correspondência datada de 26 de julho de 1877 da firma Globe-Gaz, estabelecida à rua General Câmara, na cidade do Rio de Janeiro, ela propunha a Câmara Municipal a venda de um sistema altamente moderno de iluminação à base de óleo de nafta. Segundo a proposta, o método seria mais econômico, de fácil manipulação, sem perigo de explosão e o aparelho não dependia de registros, tubos, chaminés, vidros ou pavios.

O sistema mais moderno de iluminação em Lavras foi instalado no dia 12 de outubro de 1901, no edifício do "Theatro Municipal", naquele dia o imponente teatro passou a ser iluminado a gás acetileno. A inauguração do novo sistema de iluminação foi com a apresentação da peça "Os Provincianos de Lisboa", de Rangel Lima, apresentado em Lavras pela Companhia Dramática Silvério da Cunha.

O sonho da instalação elétrica começou no dia 7 de abril de 1908, neste dia começa o trabalho de instalação da luz elétrica em Lavras, com material adquirido no Rio de Janeiro, através da Walter Bros & Co., Westinghouse e principalmente da firma alemã Siemens-Schuckert Werke.

No dia 24 de julho de 1909 é inaugurada a luz elétrica em Lavras, um trabalho elaborado pela Siemens-Schuckertweke e sob a responsabilidade do engenheiro Henrique Bettex, pela quantia de 114.500 mil marcos, conforme contrato assinado em 12 de agosto de 1907.

Às 19h daquela memorável noite de 24 de julho, um grande número de populares se concentrou em frente à Distribuidora, onde hoje é o prédio do INSS, para assistir a inauguração da luz elétrica, que para muitos ainda era desconhecida.

Usaram da palavra o Dr. Álvaro Augusto de Andrade Botelho, Thomaz de Mello e o agente executivo municipal responsável pelo empreendimento, o coronel Pedro Salles. Em seguida, foi acionado o mecanismo pelas mãos de Álvaro Botelho, Alberto Luz, Zoroastro Alvarenga e Pedro Salles, que acenderam às lâmpadas, iluminando a pequena Lavras do início do século passado.

Logo após a solenidade os populares organizaram uma ruidosa manifestação espontânea, saudando o coronel Pedro Salles e também o capitão Manoel Antônio dos Reis, por haver cedido às terras para a construção da casa das máquinas e uma cachoeira no rio do Cervo, onde foi construída a famosa usina do Queima Capote, que tinha a capacidade de 480 HP.

Segundo relatório da Prefeitura Municipal, datado de 11 de junho 1909, um mês antes de ligar a energia elétrica, até aquela data havia sido feitas 60 ligações particulares de energia elétrica, com instalações de lâmpadas de 5, 15 e 30 velas. A casa de Francisca Costa Pereira Libeck foi a primeira residência a receber os benefícios das ligações das lâmpadas que somente acenderam no dia 24 de julho daquele ano.

A luz elétrica chegou também a Vila de Perdões, porém, nove anos depois de Lavras, foi inaugurada no dia 22 de setembro de 1918. O contrato para a instalação da energia elétrica em Perdões foi assinado entre a Câmara Municipal e o barão Ove Tatt, representante da firma F. ª Walter & Co., do Rio de Janeiro, em 1916. Na solenidade falaram, além de várias autoridades, o deputado Zoroastro Alvarenga, um dos principais responsáveis pelo progresso da então Vila.

Itumirim também recebeu o benefício, foi no dia 15 de janeiro de 1924, foi nesta data o arraial da Coruja, hoje Itumirim, iluminado a luz elétrica, o que representou um grande passo para o progresso daquele lugar.

Lavras cresceu e a demanda por mais energia fez com que no dia 19 de julho de 1933 fosse assinado o decreto estadual número 19.398, que autorizava a Rede Mineira de Viação (RMV) a fornecer energia elétrica às cidades de Lavras e São João del-Rei. O importante decreto assinado no Palácio da Presidência do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, tem as assinaturas do governador Olegário Maciel e do secretário da agricultura Carlos Coimbra Ribeiro da Luz.

No dia 4 de agosto de 1934 a Prefeitura Municipal de Lavras e a Companhia de Força e Luz de Nepomuceno, firmam um contrato de fornecimento de energia elétrica para aquela localidade. A luz elétrica chegou também a Itutinga no dia 15 de maio de 1936, quando foi inaugurado no município de Santo Antônio da Ponte Nova, hoje Itutinga, o serviço de iluminação pública e de energia elétrica, pelo prefeito Pedro Salles.

Já a cidade de Ijaci recebeu o benefício no dia 23 de abril de 1966, dia em que foi inaugurada a rede de energia elétrica naquela cidade, sendo realizada uma monumental festa, sob a coordenação do presidente da Câmara José Almeida Mesquita e do secretário Odon Viana da Costa.

No dia 26 de novembro de 1971 os acionistas da Companhia Lavrense de Eletricidade (CLE) fundada em 1951, decidem em reunião pela venda do patrimônio da empresa para a Cemig. A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) chegou a Lavras na administração do ex-prefeito Leonardo Venerando Pereira, o "Nadinho", como era mais conhecido.

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