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Publicada em: 26/06/2016 15:08 - Atualizada em: 27/06/2016 08:34
26 de junho, dia da execução do escravo Joaquim Congo, na Vila de Lavras
Joaquim Congo foi morto no dia 26 de junho de 1839, ele foi enforcado no ponto mais alto da Vila de Lavras, onde hoje existe um cruzeiro

Cruzeiro do Alto da Pedreira, neste local foi montado o cadafalso, lá existia uma grande árvore que teve um de seus galhos usado para enforcar Joaquim Congo (Foto: Google)

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Há exatamente 177 anos, os moradores da pequena e recém-criada Vila de Lavras assistiam a um espetáculo de horror, a execução de uma pessoa que foi condenada pelas leis do Império do Brasil a morte por enforcamento. Esta foi a única execução amparada por lei acontecida em Lavras.

É enforcado neste dia o réu Joaquim Congo, escravo pertencente a herança de José Pimenta, de 28 anos de idade, sendo a única execução acontecida em Lavras, foi no alto da Pedreira, onde hoje se localiza um cruzeiro.

Na manhã do dia 5 de dezembro de 1838 o fazendeiro José Pimenta castigara severamente o seu escravo Joaquim Congo, por não achar seus serviços satisfatórios.

Na tarde do mesmo dia, o escravo, aproveitando um momento de descuido de seu senhor, desferiu com o olho da enxada em que trabalhava uma forte pancada em sua cabeça; não se contentando continuou a bater até desfigurar sua vítima.

Mais tarde foi capturado e conduzido à cadeia, sendo entregue a guarda e responsabilidade do carcereiro Jerônymo Francisco Guimarães. Joaquim Congo aguardou mais 6 meses na cadeia até ser executado.

Não foi o temível carrasco Fortunato José o executor da sentença máxima cumprida na Vila de Lavras. Em documentos do Arquivo Público Mineiro, onde o algoz enumera uma folha repleta de serviços prestados à justiça dos homens, relatando os locais de suas 87 execuções, em momento algum menciona Lavras como cidade em que prestou serviço e sim, como sua terra natal.

Fortunato José, o mais temível dos executores, segundo os documentos do Arquivo Público Mineiro, era natural da freguesia da Vila de Lavras do Funil, e escravo de Custódia Paiva, viúva de João de Paiva. Condenado à pena máxima aos 25 anos de idade, por ter matado a porretadas sua senhora, dona Custódia Paiva, teve sua pena comutada em prisão perpétua, mediante o compromisso de servir de carrasco, o que exerceu por 44 anos.

O mais provável é que o executor de Joaquim Congo tenha sido Antônio Resende, carrasco que residia em São João Del-Rei e que, eventualmente substituía Fortunato José, o "medonho algoz", como era conhecido por todo Império.

 

Única fotografia do carrasco Fortunato José, em seu leito de morte na cadeia de Ouro Preto (Foto: Arquivo Público Mineiro)

 
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