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Publicada em: 13/12/2015 22:48 - Atualizada em: 14/12/2015 09:51
Morreu o homem que os lavrenses ajudaram a libertar no Uruguai
Ele morreu aos 86 anos num apartamento em Copacaban. Ele não dava entrevista e se mantinha discreto, sua história comoveu os lavrenses na década de 70

Aloysio Mares Dias Gomide, cuja história emocionou a país na década de 70. (Foto: bsbcapital.com.br)

 

 

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Na década de 70, uma Rural Willys verde, com um auto-falante no teto percorria as ruas de Lavras pedindo ajuda do povo lavrense para depositar qualquer quantia em duas contas bancárias, denominadas "Maria Aparecida" e "Só o Amor Constrói". As contas foram abertas em todos os estados brasileiros e tinham como objetivo arrecadar U$ 1 milhão de dólares, para a libertação de um brasileiro que havia sido sequestrado em Montevidéu, no Uruguai, era o Cônsul brasileiro Aloysio Mares Dias Gomide. O lavrense, evidentemente, contribuiu.

Aloysio Mares Dias Gomide foi sequestrado pelos Tupamaros, no país que até a década de 50 era visto como a "Suíça latino-americana". Uma democracia modelo em um cenário econômico que o colocava em situação de privilégio em face aos países vizinhos. Mas, a partir da década seguinte, uma crise econômica abalaria as estruturas do Uruguai, impulsionando o surgimento de grupos sociais de resistência, como o Movimiento de Liberación Nacional (MLN), que se autodeterminou Tupamaros, em alusão ao combatente inca Túpac Amaru que lutou contra os espanhóis no século XVI.

Os Tupamaros eram conhecidos por suas ações heróicas e em defesa do povo. A partir de meados dos anos 1960 o grupo ganhou um tom mais radical. Adotaram a luta armada como estratégia e ações de sequestros e assassinatos de lideranças políticas passaram a ser usadas como meio de pressão por mudanças estruturais, a fim de se instituir um novo Estado. A organização foi desmantelada em 1972, com suas lideranças presas e membros assassinados.

Os Tupamaros, a princípio, exigiram pela libertação de Aloysio Mares Dias Gomide, a libertação de 150 presos políticos, a troca foi negada pelo presidente uruguaio então, eles pediram U$ 1 milhão de dólares, foi quando a esposa do Cônsul, Maria Aparecida Gomide, deu início a uma cruzada nacional para arrecadar dinheiro e negociar um resgate. O governo brasileiro havia se recusado a negociar com os guerrilheiros alegando que não poderia interferir em outros países.

A campanha para arrecadar dinheiro para a libertação do brasileiro ganhou corpo com a adesão do maior comunicador da TV brasileira na época: Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Além de Chacrinha, entraram na luta outros artistas. Não conseguiram arrecadar U$ 1 milhão de dólares, mas U$ 250 mil e, através da negociação dos Tupamaros e a esposa do Cônsul, Aloysio Dias Gomide foi libertado no dia 21 de fevereiro de 1971, ele ficou preso pelo grupo 217 dias. Horas depois de ser libertado, ele embarcou para o Brasil.

Os Tupamaros haviam sequestrado também o norte-americano Dan Mitrioni, um agente que veio para a América do Sul ensinar aos militares dos exércitos, já que a maioria dos países naquela época viviam regime de ditadura, técnicas de torturas. Dan Mitrioni foi morto no cativeiro.

Em novembro e início deste mês a história de Aloysio Dias Gomide voltou a ser lembrada pela imprensa, sobretudo a carioca, pois o Cônsul Aloysio Mares Dias Gomide morreu aos 86 anos, deixando viúva Aparecida, a mulher que lutou contra duas ditaduras, a uruguaia e a brasileira, para libertar seu marido. Na época, o governo brasileiro tentou impedir o funcionamento das contas "Maria Aparecida" e "Só o Amor Constrói", alegando que o dinheiro fortaleceria os guerrilheiros Tupamaros.

Apenas para título de registro, um dos líderes do grupo de esquerda Tupamaros era Pepe Mujica, que chegou a governar o Uruguai e ficou conhecido em todo o mundo por, mesmo ocupando o mais alto posto da nação, continuar morando num sítio, dispensar todas as regalias de chefe da nação e dirigir um Fusca.  

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